terça-feira, 28 de setembro de 2010
Angélica passeia com os filhos no Rio
Sabrina Sato usa vestido justinho para jantar com o irmão no Rio
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Internacional
Inter vence no fim, tira Corinthians da ponta e segue na briga pelo título
Com gol aos 47, Colorado vence jogo épico por 3 a 2, e torcida ironiza rival com gritos de 'Libertadores o Corinthians nunca viu' e 'segunda divisão'
Num jogo com clima de decisão e de muita rivalidade devido aos resquícios da polêmica partida de 2005, o Inter venceu o Corinthians por 3 a 2. O gol da vitória foi marcado aos 47 minutos da etapa final por Andrezinho, em cobrança de falta. A torcida do time gaúcho fez a festa, ironizando o jejum adversário na Libertadores, assim como a passagem do rival pela Série B em 2008.
Assista aos melhores momentos no vídeo ao lado
Com a vitória na tarde deste domingo, no Beira-Rio, o Colorado segue sonhando com o título brasileiro. O time gaúcho é o quarto colocado, sete pontos atrás do líder Fluminense (48 a 41), mas com um jogo por fazer do primeiro turno, contra o Santos. O Timão, que entrou em campo como líder, foi ultrapassado pelo Tricolor carioca, vencedor do confronto com o Vitória, em Salvador. Os paulistas agora têm 47 pontos, mas também com um jogo a menos, contra o Vasco adiado no primeiro turno.
O confronto começou estudado, com rivais procurando ficar com a bola. As duas equipes, muito técnicas, também se igualavam na pegada no meio de campo. O Inter tinha a iniciativa, buscava cercar o Corinthians. O Timão, porém, jamais se apavorou. Bem a seu estilo, teve mais posse de bola na primeira etapa (56% a 44%), virando o jogo de um lado para o outro, com paciência.
O técnico Celso Roth armou o meio de campo colorado com cinco jogadores: Glaydson, Guiñazu, Tinga, Giuliano e D’Alessandro. Coube a Tinga a missão de se aproximar de Leandro Damião, único atacante de ofício do Inter. Ele até conseguiu surpreender os corintianos aparecendo livre à frente. Faltava, porém, acertar o tempo correto do passe. O volante foi flagrado três vezes em posição de impedimento. Era uma questão de ajuste fino.
Aos 29, D’Alessandro, que havia escolhido ficar mais à esquerda, pois o meio estava muito congestionado, voltou ao centro do campo e, num passe preciso, finalmente achou Tinga em posição legal. O cabeludo recebeu, esperou Julio Cesar sair e deu um toque rasteiro para abrir o placar.
Ironia maior dificilmente poderia haver, já que foi Tinga o pivô da polêmica partida entre Inter e Corinthians pelo Brasileirão 2005. O jogador sofreu um pênalti de Fábio Costa, mas o juiz Márcio Rezende de Freitas não só não assinalou a infração como o expulsou por simulação. A partida terminou 1 a 1, e o time paulista foi para a rodada seguinte, a última do torneio, com três pontos de diferença para o rival, confirmando o título. No Beira-Rio, a torcida gaúcha não esqueceu o episódio e homenageou o rival com uma música cuja primeira parte é impublicável, mas o final dizia 'Libertadores o Corinthians nunca viu', tripudiando do jejum alvinegro no torneio continental. Além disso, os gritos de 'segunda divisão' foram uma constante, relembrando a passagem corintiana pela Série B em 2008.
Tinga, no entanto, não teve tempo para comemorar: Voltou a sentir a fisgada na coxa direita que o atrapalhou durante toda a semana e precisou ser substituído. Entrou Edu. A saída dele desarticulou a armação gaúcha. O Corinthians começou a se aproximar da meta colorada. Havia mais espaço. Aos 39, quando a zaga do Inter cortou um lançamento para Iarley, a bola caiu nos pés de Jorge Henrique, que arriscou de canhota. O atacante acertaria o alvo, mas Renan se esticou todo e espalmou. Os visitantes voltaram a assustar aos 42, quando Bruno César, em cobrança de falta, carimbou o travessão.
No segundo tempo, quatro gols e duas expulsões
(Foto: Jefferson Bernardes / VIPCOMM)
No reinício do jogo, os dois times se mostraram mais ousados. O Internacional tomou a iniciativa, foi para cima, se empolgou e acabou dando espaços para o Corinthians. O jogo tornou-se aberto, com o Colorado atacando e o Timão contra-atacando. Ambos com qualidade. A equipe paulista era ligeiramente melhor. Conseguia se segurar atrás e sempre levava perigo quando passava a linha central. Aos 20, saiu o empate. Jucilei recebeu na direita e, demonstrando visão de jogo privilegiada, enxergou Jorge Henrique livre do outro lado. O lançamento foi perfeito. O baixinho atacante matou a bola e, na saída de Renan, deu um lindo toque de direita, acertando o ângulo.
O gol corintiano causou uma breve pane defensiva na equipe gaúcha. No lance seguinte, Edu apareceu pela esquerda, em posição duvidosa, e cruzou para Bruno César. Livre, com o gol vazio à sua frente, o camisa dez acabou acertando o travessão.
Vendo que sua equipe passava por apuros, Celso Roth pensou rápido. Colocou Alecsandro e Andrezinho e foi para o abafa. A estrela de Alecsandro brilhou logo em seu primeiro lance. Aos 32, D'Alessandro, de novo, acertou grande passe, achando o atacante livre na área. De peixinho, ele meteu a cabeça na bola e colocou o Inter na frente mais uma vez.
A essa altura, o Fluminense vencia o Vitória, em Salvador, e reassumia a ponta da tabela. O Corinthians, então, se lançou para cima. Renan tentou cortar cobrança de falta, mas saiu sem alcançar a bola. Paulo André cabecou para marcar, mas Nei, que é lateral, bancou o goleiro e fez uma grande defesa. Acabou expulso. Pênalti que Bruno César bateu, aos 45, para empatar novamente.
Mas o jogo ainda não havia acabado. Aos 47, Paulo André fez falta na entrada da área e levou cartão vermelho. Na cobrança, Andrezinho, outro que havia saído do banco, contou com o desvio na barreira para matar o goleiro Julio Cesar. Foi o último lance de um jogaço, com final eletrizante.
O Inter volta a campo na quarta-feira, contra o Palmeiras, às 19h30m, na Arena Barueri. O Corinthians, também na quarta, mas às 22h, recebe o Botafogo, no Pacaembu.
| Renan, Nei, Sorondo, Índio e Kleber; Glaydson, Guiñazu, Tinga (Edu), Giuliano (Andrezinho) e D'Alessandro; Leandro Damião (Alecsandro) | Julio Cesar, Alessandro, Paulo André, William e Roberto Carlos (Edu); Paulinho (Moacir), Jucilei, Elias e Bruno César; Jorge Henrique e Iarley (Danilo) |
| Técnico: Celso Roth | Técnico: Adílson Batista |
| Gols: Tinga, aos 29 minutos do primeiro tempo; Jorge Henrique, aos 20, Alecsandro, 32, Bruno César, 45, e Andrezinho aos 47 minutos do segundo tempo | |
| Cartões amarelos: Índio, D'Alessandro, Sorondo, Renan e Gladyson (INT); Paulinho, Alessandro, Edu e Moacir (COR). Cartões vermelhos: Nei (INT) e Paulo André (COR) | |
| Público: 33.787 pagantes. Renda: R$ 603.085,00 | |
| Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. Data: 26/9/2010. Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF). Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa/PR) e João Antônio Sousa Paulo Neto (DF) | |
Rodada #25: Brasileirão chega ao terço final maltratando cardíacos
Inter bate Timão nos acréscimos, Flu volta à ponta e 'monstro' Neymar ressurge, enquanto o Galo de Dorival sofre e o Fla se avizinha da degola
O gol de Andrezinho aos 47 minutos do segundo tempo não foi determinante para a troca de posições na liderança do campeonato. O Flu, com saldo de gols melhor que o do Corinthians (porém um jogo a mais), terminaria esta 25ª rodada na frente mesmo se o Timão tivesse segurado o 2 a 2 com o Inter em Porto Alegre. Mas o chute da "melhor chapa do Brasil" - segundo o comentarista Caio Ribeiro - desviado na barreira deu a vitória ao Colorado e deflagrou taquicardia coletiva em diversos pontos do país.
Graças ao lance de sorte e competência, o Inter de D'Alesandro e Alecsandro deixou os comandados de Adílson Batista com 47 pontos, um a menos que o Fluminense. Foi uma vitória daquelas de lavar e perfumar a alma, com direito a gol e drama do predestinado Tinga (que saiu lesionado após marcar), muita pressão alvinegra no segundo tempo e um segundo gol de empate sofrido aos 45 minutos (Bruno Cesar, cobrando pênalti). Cantos e provocações no Beira-Rio deixaram a certeza de que as conquistas internacionais dos últimos anos não cicatrizaram a ferida aberta pela perda do Brasileirão 2005 (quando o rival paulistano foi campeão): "PQP! Libertadores o Corinthians nunca viu". E o Colorado segue na briga por um título que não vence há 31 anos: está em quarto lugar, com 41 pontos - sete a menos que o Tricolor, mas com um jogo a menos.
Belo horizonte para o novo líder
A alegria às margens do Guaíba ecoou no Rio de Janeiro e na Bahia, onde o novo líder, o Fluminense, cumpriu suas obrigações ao vencer o Vitória por 2 a 1. O argentino Conca fez bem até o que não costuma fazer: marcou o primeiro gol do jogo em cobrança segura de pênalti. Muricy saiu do Barradão com horizontes teoricamente mais tranquilos pela frente: os próximos dois confrontos são contra o Avaí (que goleou o Ceará por 4 a 0, mas ainda está perto da degola), em Volta Redonda, na quarta-feira, e contra o lanterna Prudente, em Presidente Prudente-SP, no sábado. O Corinthians tem missão mais complicada na quarta, quando recebe o Botafogo no Pacaembu. Depois, também em casa, pega o Ceará, que ganhou apenas dois pontos nos últimos quatro jogos e vem de um atropelamento na Ressacada: tomou de 5 a 0 do Avaí, maior goleada da rodada.
O Alvinegro carioca, quinto colocado, 40 pontos, deixou o Engenhão amargando seu 1 a 1 com detalhes típicos do folclore do clube: o adversário, o Atlético-PR, que está em sétimo lugar, com 38 pontos, fez o gol de empate aos 45, com Guerrón, em contra-ataque fulminante após um passe errado de Elizeu, que tinha acabado de entrar. E Caio ainda meteu um chutaço no travessão, aos 47 do segundo tempo. De qualquer modo, os dois times ainda sonham em participar da Libertadores em 2011.
'Monstro' emerge novamente - agora sem polêmica
O Cruzeiro, dono provisório da "última" vaga na competição, segue não muito distante, com 44 pontos, em terceiro lugar. Mesmo depois de tomar uma piaba do Peixe: 4 a 1 em Barueri, com direito ao "monstro Neymar" emergindo - dessa vez positivamente. Aos 45 minutos, com o placar favorável, em vez de passar o pé sobre a bola ou provocar adversários, ele partiu para cima do marcador e marcou um belo gol. Saiu sem dar entrevistas e usou a conta no twitter para explicar a forma como festejou em campo:
- Comemoração de hoje: twitcam maluca. Obrigado, Senhor - escreveu o jogador, valendo-se de um vocabulário religioso que vinha usando pouco nas últimas semanas.
Com 38 pontos (a 10 do líder, mas com um jogo a menos), o Santos ainda pode sonhar com um novo título em 2010. Mais do que a goleada sobre um rival forte, a superação das turbulências provocadas pelo jovem craque autoriza o time a voos mais altos.
Do outro lado das expectativas, Dorival Júnior, novo técnico do Atlético-MG, teve uma estreia tensa. Se fosse um filme, seria daqueles em que o mocinho morre na sequência inicial. Na derrota em casa por 2 a 1 para o Grêmio, Jonas fez o primeiro gol tricolor antes dos 2 minutos, e Gabriel marcou o segundo aos 15. Doze mil torcedores testemunharam a tentativa de reação do Galo, mas o time mostrou que fugir do rebaixamento não vai ser nada simples. O Tricolor de Renato Gaúcho é um excelente exemplo para Dorival: tem a melhor campanha do segundo turno (supera o Cruzeiro no saldo de gols) e saiu de perto do rebaixamento para o décimo lugar, com 33 pontos.
34 gols,
65 cartões amarelos,
4 expulsões
Com 21 pontos, o Galo é o penúltimo colocado, à frente apenas do Prudente, 17 pontinhos. Goiás, com 24, e Atlético-GO, 26 pontos, completam a zona da degola. E a rodada trouxe como fato importante a presença de um vizinho inesperado nessa região: o Flamengo. No sábado, o campeão brasileiro do ano passado foi derrotado pelo Palmeiras no Engenhão por 3 a 1. E agora ocupa uma indesejável fronteira, dois pontos acima do também rubro-negro Atlético-GO. Os dois se enfrentam daqui a três rodadas, no Rio de Janeiro - mas antes o time de Silas vai ao Serra Dourada jogar contra o Goiás, e encara o Botafogo naquele que tem sido o principal clássico carioca dos últimos anos.
Do topo ao fundo da tabela, não deve faltar emoção neste terço final de Campeonato Brasileiro. Faltam apenas 13 rodadas, mais dois jogos adiados: Corinthians x Vasco e Santos x Inter. .
Confira a tabela atualizada do Brasileirão 2010
Confira o pior e o melhor da 25ª rodada do Brasileirão
Seleção da rodada: Harlei (Goiás) - 7,5, Gabriel (Grêmio) - 7,0, Dedé (Vasco) - 7,5, Sorondo (Internacional) - 7,0 e Alex Sandro (Santos) - 7,5; Carlos Alberto (Goiás) - 7,0, Marcos Assunção (Palmeiras) - 7,0, D'Alessandro (Internacional) - 8,0 e Jéferson (Avaí) - 7,5; Neymar (Santos) - 8,0 e Rafael Moura (Goiás) - 7,5. Técnico: Jorginho (Goiás) - 8,0
Selebaba da rodada: Michel Alves (Ceará), Oziel (Ceará), Samuel (São Paulo), David Braz (Flamengo) e Juan (Flamengo); Kléberson (Flamengo), Rodrigo Mancha (Grêmio Prudente), Renato (Flamengo) e Camilo (Ceará); Deivid (Flamengo) e Zé Eduardo (Santos). Técnico: Silas (Flamengo)
Golaço da rodada: O santista Alex Sandro marcou um belo gol por cobertura na goleada do Peixe sobre o Cruzeiro por 4 a 1, em Barueri. Ele arrancou rumo à área, driblou o marcador, viu o goleiro adiantado e deu um lindo toque que encobriu Fábio. Foi o terceiro gol do time da Vila Belmiro na partida.
Gol mais perdido: Mazola, do Guarani, perdeu grande chance de abrir o placar do Brinco de Ouro da Princesa. Acompanhe o lance: Reinaldo recebeu pela meia esquerda e chutou cruzado de canhota. A bola bateu na trave. No rebote, Mazola tocou para o gol vazio - o goleiro Fernando Prass estava batido na jogada. Mas Dedé apareceu e, milagrosamente, mergulhou com o pé e salvou o gol, tocando para escanteio. Mesmo assim, o Bugre venceu o Vasco por 1 a 0.
Sarrado da rodada: Na vitória do Palmeiras sobre o Flamengo por 3 a 1, no Engenhão, o atacante alviverde Kleber exagerou na força e deu um pisão no tornozelo do rubro-negro Léo Moura. Apesar da violência do lance, desta vez, Kleber foi punido apenas com o cartão amarelo.
Muralha da rodada: O veterano Harlei foi o autor da defesa mais bonita desta rodada e deu sua contribuição para a vitória do Goiás sobre o São Paulo por 3 a 0, em pleno Morumbi. Em cobrança de falta de Carleto, a bola desviou na zaga e só não entrou porque Harlei estava atento para dar uma “raquetada” na bola e evitar o gol contra.
Mico da rodada: Antes do lance mais engraçado da rodada, protagonizado pelo “lateral-goleiro” Nei, Renan pagou o mico da rodada. O arqueiro colorado tentou cortar uma cobrança de falta do Timão e saiu do gol de forma totalmente desajeitada. Para corrigir o erro do companheiro de equipe, Nei fez uma grande defesa com a mão. Mas, por ser lateral, acabou expulso. A jogada originou o pênalti convertido por Bruno César aos 45 do segundo tempo. No entanto, dois minutos depois, Andrezinho fez o terceiro gol do Inter e desempatou a partida. Sorte da dupla colorada...
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Palmeiras
Ex-Marcelinho, Lucas brilha e desenha vitória do São Paulo no 'Choque-Rei'
Meia, que só assumiu seu nome verdadeiro na última semana, fez um gol e deu passe para outro nos 2 a 0 sobre o Palmeiras, no Pacaembu
O jogo corria chato e insosso até ele resolver aparecer. Com o novo-velho nome, ele brilhou sozinho na tarde deste domingo, no Pacaembu. E deu seu cartão de visitas com um gol e um passe para outro: "muito prazer, Lucas". O meia de 18 anos - que até a última semana era chamado de Marcelinho, em referência ao ídolo corintiano, com quem deu os primeiros passos no futebol - foi o protagonista da vitória são-paulina por 2 a 0 sobre o Palmeiras.
O resultado do Choque-Rei fez com que o São Paulo subisse para a oitava posição, com 31 pontos. Já o Palmeiras segue agonizando na zona intermediária da tabela, com 29 pontos, na 12ª colocação. Lucas, dono do jogo e dos instantes de brilho que o clássico teve, deixou o gramado aplaudido pela pequena torcida tricolor, enquanto a rival deixava o estádio antes de a partida terminar.
Na próxima rodada, o São Paulo recebe o Guarani no Morumbi, às 19h30m desta quarta-feira. No mesmo dia e horário, o Palmeiras visita o Grêmio Prudente, em Presidente Prudente.
Jogo fraco, lesões e Felipão expulso
Sob os olhares atentos de Mano Menezes, técnico da Seleção Brasileira, Palmeiras e São Paulo protagonizaram um jogo truncado no meio-campo, com muita marcação e raríssimos momentos de emoção. Sem poder contar com Edinho e Kleber, suspensos, Luiz Felipe Scolari optou por dar uma chance a Valdivia no time titular e colocou Tadeu na frente, com Ewerthon.
Já Sérgio Baresi escalou o time no 3-5-2 – Rodrigo Souto ajudava a formar o trio defensivo – e apostou em Lucas jogando mais próximo de Fernandão. Ilsinho era a alternativa pelo lado direito, tentando aproveitar a sua velocidade para se dar bem em cima do improvisado lateral-esquerdo Fabrício. Mas Palmeiras e São Paulo, além de não terem mexido no placar no primeiro tempo, sofreram baixas importantes.
O primeiro a sair foi Ilsinho, machucado, aos 20 minutos de jogo – Zé Vitor, revelado pelo base tricolor, entrou em seu lugar. Depois foi a vez de o Palmeiras perder seu comandante por reclamação. Enquanto Felipão tentava questionar a sua expulsão com o árbitro José Henrique de Carvalho, Richarlyson irritava a torcida com uma brincadeira, equilibrando a bola na cabeça, na lateral de campo, provocando a ira dos palmeirenses.
Sem Scolari, que assistiu ao jogo das cadeiras do Pacaembu, Flavio Murtosa assumiu o comando do time. E logo teve de trocar Ewerthon, que sentiu dores no tornozelo direito, por Tinga. Com a bola rolando, uma chance para cada lado, mas nada que deixasse os torcedores muito entusiasmados.
Aos 16, Jean chutou cruzado, mas a bola foi para fora. Para os palmeirenses, no minuto 24, Tadeu recebeu lançamento de Marcos Assunção e disparou contra o gol de Rogério Ceni. Também nada preocupante para o arqueiro tricolor. O 0 a 0 tornava a fria e nublada tarde de domingo no Pacaembu ainda mais desanimada.
Prazer, Lucas!
(FOTO: Bruno Miani / VIPCOMM)
Embora o Palmeiras tenha tomado mais a iniciativa da partida na segunda etapa, o jogo seguia insosso. Apesar de ter o domínio da bola, o time palestrino não conseguia assustar o goleiro Rogério Ceni. Já o São Paulo resolveu apostar nos contragolpes. E em um deles, de apenas quatro toques, abriu o marcador, aos nove minutos.
Rogério Ceni lançou e viu Fernandão e Jorge Wagner tocarem de cabeça até a bola alcançar Lucas, que entre dois defensores conseguiu vencer a disputa e acertar o canto direito de Deola. Era o cartão de visita do atleta de 18 anos.
O gol fez com que Felipão, das cadeiras, mexesse na equipe. Para ter maior mobilidade no ataque, escalou Luan para atuar ao lado de Tadeu. Enquanto isso, Lucas seguia infernizando o sistema defensivo palmeirense. Com toques rápidos, fez fila e quase marcou um belíssimo gol, depois de um chapéu em Marcos Assunção, aos 25 minutos. Escorregou depois, o que prejudicou seu chute.
Mas Lucas seguiu investindo contra a zaga adversária. E deu certo. Em uma arrancada pela direita, aos 31 minutos, ele cruzou para Fernandão: 2 a 0. O gol foi do veterano atacante, mas o brilho no Pacaembu era do ex-Marcelinho.
O camisa 37, dono da tarde deste domingo no Choque-Rei, deixou o gramado perto dos 40 minutos, aplaudido apenas por uma pequena parte do estádio. A outra, que vestia verde, deixava a sua casa, atormentada com mais uma derrota.
| Deola; Vitor, Mauricio Ramos, Danilo e Fabricio (Patrik); Pierre, Márcio Araújo (Luan), Marcos Assunção e Valdivia; Ewerthon (Tinga) e Tadeu. | Rogério Ceni; Alex Silva (Renato Silva), Miranda e Richarlyson; Ilsinho (Zé Vitor), Casemiro, Jean, Rodrigo Souto e Jorge Wagner; Lucas (Dagoberto) e Fernandão. |
| Técnico: Luiz Felipe Scolari. | Técnico: Sérgio Baresi. |
| Gols: Lucas, aos 9 minutos, e Fernandão, aos 31 minutos do segundo tempo. | |
| Cartões amarelos: Pierre, Tinga, Marcos Assunção e Valdivia (Palmeiras); Richarlyson, Casemiro, Zé Vitor, Miranda e Jorge Wagner (São Paulo). | |
| Estádio: Pacaembu, em São Paulo. Data: 19/09/2010. Árbitro: José Henrique de Carvalho (SP). Assistentes: Emerson A. de Carvalho (Fifa-SP) e Márcio Luiz Augusto (SP). Público pagante: 16.009. Renda: R$ 417.675. | |
Santos
Neymar volta a pedir desculpas, mas Dorival não o confirma contra Timão
Treinador fala sobre a punição e reconhece que o jogador fez falta à equipe no empate com o Guarani neste domingo
O técnico Dorival Júnior preferiu não adiantar se Neymar retornará ao time do Santos no clássico contra o Corinthians, quarta-feira, às 22h, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro. Depois do empate sem gols com o Guarani, neste domingo, em Campinas, e de o atleta pedir novamente desculpas ao grupo, o treinador admitiu que ele faz falta à equipe, mas disse que não pode aceitar atitudes indisciplinares de ninguém.
- Não dá para botar uma pedra, doa a quem doer. Foi grave. Foi chato para a instituição. Não se pode desrespeitar. O lado pessoal (ofensa) não conta nessa hora. O que conta é a indisciplina – disse o comandante.
Dorival Júnior deixou claro que a decisão está nas mãos da diretoria sobre a escalação do craque na próxima rodada. Na semana passada, após a direção anunciar apenas uma multa para Neymar, o treinador bateu o pé e cobrou uma suspensão, o que foi acatado pela presidência. Assim, ele sequer foi relacionado para enfrentar o Bugre.
- Vi muitas multas serem pagas e outras não. A maior parte não foi paga. Mas o Santos vai cumprir. Quando a punição parte do clube, não quero saber. Mas, dentro de campo, ganha uma outra extensão. Enquanto eu estiver à frente, vou fazer o que achar melhor para o clube. Minha decisão está tomada. Na terça-feira, vocês (jornalistas) vão conhecer a relação de jogadores para a partida – acrescentou.
(Foto: Divulgação)
Mesmo fora do jogo, Neymar viajou de carro para Campinas. Nos vestiários, voltou a pedir desculpas ao grupo minutos antes de o time subir ao gramado. Depois, viu o duelo em um camarote do estádio Brinco de Ouro.
- É importante (ir ao jogo), mostra que ele está integrado. Quando extrapolar, é natural que exista uma punição. Ele não é um bandido, que ficou à parte do grupo. Temos respeito e carinho especial por ele. Tem que aprender que atitudes erradas serão punidas sempre – ressaltou o comandante.
Em campo, o Santos pouco fez. Marquinhos e Alex Sandro não conseguiram criar boas jogadas para os atacantes. Apenas Madson apareceu com maior destaque no primeiro tempo. Dorival reconheceu que a ausência de Neymar dificultou.
- É claro que ele faz falta. Mas não vamos passar a mão na cabeça. Foi inaceitável. Temos que mostrar o caminho correto – completou.
Santos
Leitura labial do Fantástico desvenda bate-boca entre Neymar e Dorival
Jogador se revoltou quando soube que o treinador não deixou que ele cobrasse o pênalti contra o Atlético-GO, na quarta-feira passada
O "Fantástico" colocou a turma do quadro "Jogo Falado" em campo para desvendar, através de leitura labial, como foi o bate-boca entre Neymar e Dorival Júnior durante a vitória de 4 a 2 do Santos sobre o Atlético-GO, na última quarta-feira, na Vila Belmiro. Uma câmera do programa ficou o tempo todo filmando o jogador e flagrou a discussão.
O jogo estava 3 a 2 para o Santos quando Neymar tentou dar um chapéu em Daniel Marques e foi derrubado na área pelo zagueiro. Pênalti marcado pelo árbitro Leandro Vuaden.
Neymar, cobrador de pênaltis oficial do Santos até então, pegou a bola para bater o pênalti, mas foi informado que Dorival Júnior ordenou que Marcel executasse a infração.
- Só falando o que ele (Dorival) falou lá. Mandou (você) não bater, esqueci de falar - disse o lateral-esquerdo Léo.
- P***! P***, tomar no c* - reclamou Neymar.
Léo chegou perto de Neymar e pediu "cabeça fria" ao jovem. Marquinhos também tentou acalmá-lo.
- Que foi, que foi? Hein? Hein? Que foi? Que foi, p***? Olha aqui, eu quero falar contigo. Que foi, p***? - questionou.
- Esse maluco, rapá. P***, não me deu o pênalti. Se f*** - respondeu Neymar.
Marcel acabou efetuando a cobrança, e o Santos marcou mais um gol. O jovem atacante, então, começou a fazer gracinhas em campo e foi repreendido pelo capitão Edu Dracena.
- Vai se f***, car***. Tomar no c*.
Marquinhos, de novo, tentou interceder:
- Ei, Ney! Ei, Ney!
Dorival chama o jogador:
- Ô, Ney!
O técnico ficou surpreso com as atitudes do jogador:
- Que isso? - perguntou Dorival.
- Se f*** - continuou Neymar.
- Ô, rapaz, seu moleque do c*** - gritou o técnico.
A vitória de 4 a 2 ficou em segundo plano. Na sexta-feira, o jogador veio a público pedir desculpas ao grupo santista, mas isso não impediu que ele fosse multado pela diretoria e fosse punido por Dorival Júnior, ficando fora da partida deste domingo, contra o Guarani, por decisão do treinador.
Site do Fantástico: Psicológos analisam o comportamento explosivo de Neymar
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Corinthians
Conca e Bruno César: maestros têm armas distintas para duelo decisivo
Um é o rei das assistências, outro é o artilheiro do Brasileirão. Em comum, a capacidade de decidir que será exigida no clássico desta quarta-feira
Conca e Bruno César são maestros, armadores que podem resolver um jogo em apenas um lance genial. Fluminense e Corinthians, os dois ponteiros do Campeonato Brasileiro, têm em quem confiar no duelo desta quarta-feira, às 22h (de Brasília), no Engenhão, que vale muito para as pretensões de ambos na competição. O argentino do Fluminense e o paulista do Corinthians se enfrentarão pela primeira vez neste ano, já que no duelo do primeiro turno o corintiano ainda não havia estreado. Semelhantes em alguns aspectos, eles mostram grandes diferenças nos dois principais fundamentos do futebol: gols e assistências.
Só não dá para dizer que é um confronto de camisas 10 porque Conca prefere a 11 no Flu. Mesmo assim, as características de ambos os tornam especiais, diferentes. Não à toa, são os grandes nomes das belas campanhas de seus times no Brasileirão: o Flu é o líder com 41 pontos, e o Timão vem na segunda colocação com 38.
Dentro e fora de campo, a dupla apresenta semelhanças. São tímidos e não falam tanto nas entrevistas. Canhotos, dificilmente perdem a bola ou erram passes. Tanto que o aproveitamento dos dois no fundamento é alto: Conca acerta 85,2% dos passes, enquanto Bruno tem performance de 85,4% no campeonato.
A diferença está no estilo de jogo. Conca pode ser considerado o típico meia-armador, que dá assistências e deixa os companheiros na cara do gol. Simplesmente 14 dos 36 gols tricolores no Brasileirão tiveram o último passe dele, o toque decisivo que deixou outro jogador em condições de marcar. Em compensação, fez apenas um gol nos 21 jogos dos quais participou: logo contra o Flamengo, na vitória por 2 a 1. (veja no vídeo ao lado)
Bruno César tem outra forma de jogar. É mais agressivo, arrisca mais chutes de longe e trabalha como um meia-atacante, avançando e tabelando com os homens de frente. Por isso o camisa 10 corintiano apresenta estatísticas inversas às de Conca - faz muitos gols e dá poucas assistências. Enquanto é um dos artilheiros do Brasileiro, com 9 gols, Bruno deu apenas três passes para os companheiros marcarem.
A diferença de estilo é vista em outros dois fundamentos importantes: finalizações e cruzamentos. O corintiano leva vantagem no primeiro quesito, com 4,4 chutes a gol por jogo (70 no total), contra 1,7 do argentino (36 finalizações). Já no segundo, é Conca que leva a melhor. Ele tem em média 5,8 bolas alçadas por partida, enquanto Bruno apresenta 4,5 cruzamentos por jogo, praticamente o mesmo número de arremates à meta adversária.
Até aqui, tudo praticamente empatado entre os dois maestros. A leve vantagem de Bruno César se dá apenas no Troféu Armando Nogueira, que premia os melhores de cada posição a partir das notas dadas pelos especialistas de SporTV e GLOBOESPORTE.COM. O camisa 10 do Corinthians é, até a 21ª rodada, o terceiro colocado no ranking geral, com nota 6,37 em 16 jogos disputados. O camisa 11 do Flu tem nota média 6,16 em 21 partidas.
A avaliação mais alta do argentino foi um 8,5 na 12ª rodada, quando sua equipe venceu o Atlético-PR por 3 a 1, no Maracanã, e ele participou de todos os gols. O melhor jogo de Bruno César também valeu 8,5: foi na quinta rodada, quando o Timão fez 4 a 2 no Santos, no Pacaembu. O meia fez um gol e participou de outro.
Confira abaixo a análise do comentarista André Rizek, do SporTV, a respeito das características dos craques:
"Bruno César é mais goleador. Um meia atacante, que finaliza sem nenhum pudor. E como ele chuta bem! Conca é mais pensador, preparador de jogadas, um meia-armador clássico. E também mais artista.
Conca, para ser melhor ainda, poderia ser mais goleador. Ter um pouco mais de Bruno César em seu futebol.
E Bruno César, para ser melhor ainda, um pouco mais artista, ter um pouco mais de Conca em seu futebol
Moral da história: os dois se complementam e poderiam jogar juntos."
Corinthians
Adilson espera Flu ofensivo, mas já adianta: 'Vamos jogar sem medo'
Técnico corintiano comemora fato de Tricolor jogar para frente. Nos últimos duelos fora de casa, Timão sofreu com retrancas
O Corinthians já tem dificuldades naturais em atuar fora de casa nesse Campeonato Brasileiro, tanto que só venceu um dos nove jogos disputados como visitante - contra o Grêmio, na segunda rodada. Ultimamente, porém, os adversários vêm exercendo marcação forte contra o Timão mesmo jogando em seus domínios. Para alívio do Timão, não deve ser essa a postura do Fluminense no jogo desta quarta-feira, às 22h, no Engenhão.
Nos dois últimos duelos fora do Pacaembu, ante Atlético-PR e Cruzeiro, a equipe de Adilson Batista teve de encarar verdadeiros ferrolhos e acabou conquistando apenas um ponto em seis disputados. Contra o Flu, líder do Brasileirão, o técnico crê que a história será diferente. Para ele, a equipe de Muricy Ramalho manterá a postura ofensiva à qual está acostumada.
- Nossos jogadores já estão acostumados, o Roberto Carlos estava acostumado com isso na Europa, muitos times ficavam fechados. Contra nós aconteceu em alguns jogos, mas agora o Fluminense tem dois jogadores de criatividade que saem (Conca e Deco), o Mariano que também sai... É um time que vai dificultar e não vai ficar lá atrás - disse Adilson Batista.
Mesmo com o desempenho ruim fora de casa, o Corinthians não teme o líder do campeonato. Hoje, a diferença entre as equipes é de três pontos (41 a 38 a favor dos cariocas). Para buscar o título nacional, o comandante corintiano vai adotar a mesma postura de sempre, saindo para o jogo e pressionando o adversário.
- É um jogo importante, mas vamos jogar sem ter medo de ninguém. Não dá para escolher adversário. Quando cheguei aqui, em uma semana já tinha o Palmeiras - lembrou o técnico.
Adilson valoriza muito uma vitória longe de São Paulo. Afinal, os rivais pelo título têm conseguido pontuar mais do que o Timão quando atuam como visitantes. E, por isso, times como Cruzeiro e Botafogo já estão na cola dos líderes.
- Tento essa vitória desde que saí para enfrentar o Avaí, o Cruzeiro, até o próprio Palmeiras, que era mandante quando jogamos no Pacaembu. O Fluminense tem uma gordura porque ganhou fora. Cruzeiro e Botafogo estão chegando porque venceram fora. Então vamos tentar agora - finalizou.
Corinthians
Raio-X: Timão leva vantagem sobre o Flu na comparação jogador a jogador
Times entram em campo com desfalques importantes nesta quarta: Tricolor não tem Fred e Emerson. Ronaldo e Dentinho também não jogam
Fluminense e Corinthians vão entrar no gramado do Engenhão, às 22h (de Brasília) desta quarta-feira para um clássico aguardado há algumas rodadas, desde que os dois são os mais próximos na luta pelo título brasileiro de 2010. As duas torcidas têm motivos de sobra para lotar o estádio, mas também devem lamentar alguns desfalques importantes. No lado tricolor, Muricy Ramalho continua sem poder contar com Fred e Emerson no ataque, além de Diguinho e Diogo no meio-campo. Já Adilson Batista não terá Ronaldo mais uma vez, além de Dentinho na frente, e do zagueiro Chicão, lesionados. Em cima das prováveis escalações, o GLOBOESPORTE.COM comparou jogador a jogador, além dos dois treinadores, e o time do Parque São Jorge ganhou.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Cruzeiro
Estão abertas as inscrições para
a Volta Internacional da Pampulha
Prova mais tradicional de Minas Gerais será disputada no dia 5 de dezembro
(Foto: divulgação)
As inscrições para a Volta Internacional da Pampulha estão abertas. A prova de corrida mais tradicional de Belo Horizonte será realizada na manhã do dia 5 de dezembro, na Lagoa da Pampulha. Na última edição, os 17.800 metros da orla da lagoa foram uma ‘passarela’ para os atletas quenianos.
A corrida masculina de 2009 foi vencida pelo queniano Nicholas Kiprutto Koech, bicampeão da prova, com o tempo de 52 minutos e 48 segundos. O brasileiro Frank Caldeira, atleta do Cruzeiro, ficou em terceiro lugar. A prova feminina foi comandada pelas quenianas, que ficaram nas três primeiras colocações. Pasalia Kipkoech Chepkorir venceu com o tempo de 1 hora e 39 segundos, quebrando o recorde. A brasileira melhor colocada foi Rosângela Raimunda Pereira Faria, quarta colocada.
O técnico do Cruzeiro, Alexandre Minardi, garantiu que a equipe celeste vai fazer bonito neste ano. Além de Franck Caldeira, que já venceu a prova três vezes, o baiano Giomar Pereira da Silva é outro forte competidor.
- Com certeza vamos firme. Como sempre, vamos disputar o título. Tem o Franck e o Giomar, que acabou de vencer uma prova na Bahia, completou Minardi.
As inscrições vão até 26 de novembro ou até atingir o limite de 13 mil participantes e podem ser feitas pelo site oficial.
Os atletas pagarão R$ 65,00 até o dia 1º de novembro. De 2 a 26 de novembro, a taxa passa a ser de R$ 70,00. No ano passado, 12.500 mil pessoas se inscreveram, um número recorde.
domingo, 12 de setembro de 2010
Flamengo
Revolta de Petkovic provoca
mal-estar no vestiário do Fla
Silas evita discussão direta, mas demonstra insatisfação com mau comportamento do sérvio na partida contra o Vitória
Quando Flamengo e Vitória empatavam por 0 a 0 (a partida terminou 2 a 2), em Volta Redonda, Silas decidiu trocar Petkovic por Galhardo. Apesar dos 20 anos a mais de experiência, o sérvio teve comportamento de iniciante. Primeiro, ao ver o número 10 na placa do quarto árbitro, questionou: "Eu?". Diante da certeza de que fora o escolhido, deixou o campo visivelmente irritado e sem cumprimentar o jovem companheiro.
Assista a mais vídeos no site do SporTV
A atitude teve retaliação no vestiário. Além dos olhares de reprovação de diversos jogadores, Petkovic teve de conviver com as indiretas de Silas. O treinador afirmou em alto e bom som que não toleraria a insubordinação. O sérvio, que completou 38 anos na sexta-feira, deixou o Estádio da Cidadania isolado, sem dialogar com os companheiros.
Na entrevista coletiva, o técnico do Flamengo foi mais brando, contudo, não menos direto.
- O Petkovic tem 38 anos e às vezes é melhor que não jogue por 90 minutos. Mas quem decide o quanto e quando um jogador deve estar em campo sou eu - declarou Silas.
A postura arredia do camisa 10 não é novidade. No início deste ano, ao ser substituído por Andrade, ele abandonou o Fla-Flu no intervalo e desobedeceu às ordens do então vice de futebol Marcos Braz. Na época, Pet recebeu o apoio da torcida e retornou ao time titular em maio.
De contrato renovado até o fim de 2011 e sem repetir as grandes atuações da campanha do título brasileiro de 2009, o sérvio perdeu a posição na equipe recentemente, mas a má forma física de Renato o conduziu ao time.
Fluminense
Após derrota, torcida do Fluminense volta a 'abraçar' o time no aeroporto
Cerca de 100 tricolores incentivam o time na chegada ao Rio de Janeiro
(Foto: reprodução / site oficial do Fluminense)
A torcida do Fluminense voltou a proporcionar cenas de apoio ao time no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Na manhã deste domingo, um dia após a derrota para o Atlético-GO por 2 a 1, no Serra Dourada, cerca de 100 tricolores recepcionaram os jogadores com muita festa. O zagueiro Gum agradeceu a manifestação e disse estar ainda mais motivado para encarar o Corinthians, quarta-feira, às 22h, no Engenhão.
- É válido pela importância do jogo com Corinthians, a sequência no campeonato, e ficamos felizes pelo apoio do torcedor. Agora é retribuir em campo com uma vitória – disse ao site oficial do clube.
A torcida promete ainda formar um corredor humano para “escoltar” o ônibus com a delegação tricolor na partida contra o Timão. A mesma atitude foi tomada no ano passado, na final da Copa Sul-Americana. Mesmo com a derrota por 5 a 1 para a LDU, em Quito, no Equador, o time foi recebido no Rio de Janeiro com muitos gritos de incentivo por cerca de 300 pessoas. Já para a partida de volta, no Maracanã, o ônibus tricolor também foi acompanhado de perto pelos tricolores.
O Fluminense lidera o Campeonato Brasileiro com 41 pontos. O Corinthians, segundo colocado, tem 38 e um jogo a menos.
Fluminense
Foto: Washington passa folga com família e dupla sertaneja em Brasília
Após marcar gol de honra contra o Atlético-GO, artilheiro descansa antes de voltar ao Rio
Corinthians
Corinthians desperdiça 50% dos pênaltis no Brasileirão
Timão sofreu oito penalidades e perdeu quatro, com Chicão (2), Bruno César e Iarley. Para Adílson Batista, é questão de ajuste
(Foto: Reprodução)
O pênalti perdido por Iarley, contra o Grêmio, no último sábado, no Pacaembu, foi o quarto desperdiçado pelo Corinthians no Campeonato Brasileiro, de oito cobrados. Aproveitamento de apenas 50%.
Antes de Iarley, Chicão e Bruno César também haviam perdido pênaltis. Cobrador oficial, o zagueiro desperdiçou duas cobranças, uma na vitória sobre o Atlético-MG, no Pacaembu, e outra na derrota para o Atlético-GO, por 3 a 1, em Goiânia. Já Bruno César perdeu contra o Cruzeiro, em Uberlândia.
O técnico Adílson Batista não condena os jogadores. Para ele, os pênaltis sinalizam que o time está criando chances. Agora, é questão de ajuste.
- Para o treinador, o importante é criar. Quando o time consegue isso, o técnico dorme tranquilo. Agora, entra a correção, a calma.
Assista às cobranças desperdiçadas pelo Timão
Contra o Atlético-MG, no Pacaembu, dia 18 de julho, Chicão tentou acertar o canto esquerdo de Fábio Costa e mandou para fora. Não fez tanta falta, pois o Timão venceu por 1 a 0.
Chicão perdeu mais um contra o Atlético-GO, em Goiânia. Dessa vez, ele tentou acertar o canto direito. Márcio defendeu. Corinthians perdeu por 3 a 1.
Contra o Cruzeiro, no estádio Parque do Sabiá (Uberlândia), foi a vez Bruno César perder. O meia bateu mal, no meio do gol e Fábio defendeu. Raposa venceu por 1 a 0.
Iarley fecha a sequência ao desperdiçar a cobrança contra o Grêmio, no último sábado. Timão perdeu por 1 a 0.
Corinthians
Jogadores do Timão usam Twitter para lamentar derrota para o Grêmio
Até sábado, equipe havia vencido todos os seus jogos como mandante neste Brasileirão. Ronaldo, Elias e William passaram mensagens de conforto
Alguns jogadores do Corinthians correram para o Twitter para lamentar a derrota para o Grêmio, por 1 a 0, no último sábado, no Pacaembu, e mandar mensagens de conforto à torcida. O Timão não perdia em casa havia 23 partidas. Neste Brasileirao, eram dez vitórias em dez jogos como mandante.
- Infelizmente, hoje não conseguimos a vitória, mas vamos juntos, rapaziada. Quarta temos o Flu. Vai ser f... Obrigado à torcida que lotou. Precisamos muito de vocês para seguir na luta pelo campeonato - escreveu Ronaldo.
Já o zagueiro William usou sua experiência de amante da literatura para passar recados positivos aos alvinegros.
- Tem uma frase que li certa vez: "O melhor de ganhar é não perder. Perder dá um gosto tão amargo na boca". Para consolar tem outra:" O ruim da vitória é que ela não é para sempre. O bom da derrota é que ela também não é para sempre" - postou o capitão corintiano.
O volante Elias optou por pedir desculpas aos torcedores.
- Nós estamos muito chateados com a derrota. Pedimos desculpa a todos torcedores, lutaremos para recuperar esses pontos perdidos.
Palmeiras
Torcida do Palmeiras diz que time é 'sem vergonha'. Felipão pede calma
Treinador diz que torcedores têm razão de reclamar, mas não concorda com os termos utilizados pelos palmeirenses: 'Vergonha e vontade os eles têm'
Assim que o árbitro Leandro Vuaden encerrou o jogo entre Palmeiras e Vasco, neste domingo, no Pacaembu, a torcida do Verdão explodiu em protesto contra o futebol de baixo nível apresentado pela equipe. O jogo, com muitos erros dos dois lados, principalmente de passes, terminou 0 a 0.
- Vergonha, vergonha, vergonha. Time sem vergonha - cantaram os torcedores em coro.
O técnico Luiz Felipe Scolari concorda e dá razão à reclamação. Ele só não aceita que os torcedores digam que os jogadores não têm vergonha.
- O time não vem ganhando (são quatro jogos sem vitória) e eles estão certos. Agora, não podem se manifestar dessa maneira mais acintosa. Vergonha e vontade esses jogadores têm.
O volante Tinga, que teve atuação abaixo da média e também chegou a ser vaiado por torcedores quando foi substituído por Patrik, acha que não só ele como todo o time mereceu ser vaiado.
- Realmente não jogamos bem. A equipe deixou bastante a desejar. Agora, temos de trabalhar para melhorar. É muito ruim não marcar pontos em casa.
Palmeiras
Reis do empate, Palmeiras e Vasco ficam no 0 a 0 em São Paulo
Equipes empatam em jogo fraco e fazem jus aos apelidos: Verdão chega a 11 empates no Brasileiro, seguido de perto pelos cariocas, com dez
O que esperar de um jogo entre dois times considerados os 'reis do empate'? Palmeiras e Vasco não saíram do zero neste domingo à tarde, no Pacaembu. São as equipes que mais igualaram seus marcadores no Brasileirão 2010. Antes do duelo, eram dez empates para o Verdão e nove para o Vasco. Agora, o placar está 11 a dez para os paulistas. O Pacaembu viu uma partida fraca, cheia de erros de passes e de finalizações. Muita correria e nenhuma inspiração.
O Verdão vai a 26 pontos e cai para a 13º colocação. Já o Vasco, que está invicto há 13 rodadas (oito empates e cinco vitórias), soma 28, mas perde duas posições e é o 11º.
Vasco domina, mas não consegue concluir
O técnico Luiz Felipe Scolari, do Palmeiras, planejou um time mais solto, com três atacantes. Escalou Ewerthon aberto pelo lado direito, Luan bancando o ponta-esquerda e Kleber centralizando, abrindo espaços, chamando a marcação. Parecia que esse seria o caminho para o Verdão. Sobretudo com Ewerthon caindo às costas de Jumar.
Só que uma mexida simples do vascaíno PC Gusmão acabou com a estratégia de Felipão. O volante Nilton foi transferido para a lateral direita. O Vasco, então, passou a ter uma forte linha de quatro jogadores atrás. Luan, bem vigiado, mal pegava na bola. Quando pegava, tinha dificuldades para dominá-la. Kleber, isolado, passou a voltar demais para armar o jogo. Longe da área, ele não funciona. Ewerthon continuava com espaços, mas a bola não vinha. Isso porque o Verdão não tinha articulação de jogadas: Tinga e Márcio Araújo, que poderiam se revezar na armação, foram bem marcados.
Dessa forma, o Vasco tinha o jogo sob controle. No primeiro tempo, teve mais posse de bola (57% a 43%) e finalizou mais (7 a 3). Isso não quer dizer, porém, que a equipe de São Januário foi perigosa. A não ser por uma defesa de Deola em chute de Nunes, aos 11 minutos, o Vasco rondou mais a área verde, sem ser efetivo. Zé Roberto tinha dificuldades com a marcação alviverde. Éder Luis tinha alguma liberdade e se infiltrava pelo meio. Arriscou, mas não acertou o alvo. Faltou um pouco mais de capricho para os vascaínos.
A torcida palmeirense, impaciente, começou a cobrar Felipão. Um torcedor, sentado no setor de cadeiras sociais do Pacaembu, resumiu o sentimento dos alviverdes:
- Felipão, tira o Luan, tira o Rivaldo. Tira todo mundo logo!
Já aos 24 minutos de jogo, vendo que o Vasco era melhor, os palmeirenses começaram a pedir Valdivia, que estava no banco. A cada passe errado do Verdão, o nome do chileno era gritado.
Valdivia entra, mas jogo não muda
Felipão atendeu aos pedidos das arquibancadas. Tirou Luan, que não simplesmente não funcionou, e colocou Valdivia. O Palmeiras apresentou ligeira melhora. Os passes começaram a sair. O chileno se aproximava bem de Kleber e Ewerthon, as tabelas passaram a surgir. Aos 7, Ewerthon recebeu de Márcio Araújo, arrancou, passou para Valdivia, recebeu dentro da área e chutou de primeira. A bola passou muito perto da trave direita.
Parecia que o Palmeiras havia despertado. Mais uma vez, porém, PC agiu rápido: tirou Felipe Bastos e colocou Romulo em campo. Reforçou a marcação no meio e separou Valvidia dos atacantes. O Vasco voltou a ter a bola. No entanto, como no primeiro tempo, a equipe da Colina apesar de rondar a área adversária, não conseguia ameaçar efetivamente o gol No fim, um empate melancólico e justo para o que os dois times fizeram.
O Palmeiras volta a campo na próxima quarta-feira, quando enfrentará o Grêmio, às 19h30m (horário de Brasília), no estádio Olímpico, em Porto Alegre. O Vasco, na quinta, recebe o Avaí, às 21h, em São Januario, no Rio.
| Deola, Vítor, Maurício Ramos, Danilo e Rivaldo; Edinho, Márcio Araújo e Tinga (Patrik); Luan (Valdivia), Kleber e Ewerthon (Tadeu). | Fernado Prass, Fagner, Dedé, Titi e Jumar; Nilton, Rafael Carioca (Fumagalli), Felipe Bastos (Romulo) e Zé Roberto; Éder Luis e Nunes (Jonathan) |
| Técnico: Luiz Felipe Scolari. | Técnico: PC Gusmão. |
| Cartão amarelo: Fernando Fumagalli (Vasco) | |
| Público: 15.313 pagantes / Renda: R$ 441.475,00 | |
| Estádio: Pacaembu, em São Paulo. Data: 12/9/2010. Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS/Fifa). Auxiliares: Alessandro de Matos (BA/Fifa) e Fábio Pereira (TO) | |
sábado, 11 de setembro de 2010
Corinthians
Grêmio vence primeira fora e acaba com os 100% do Timão em casa
Corinthians joga boa parte do segundo tempo com um a mais, pressiona, perde pênalti, mas não marca. Tricolor sobe quatro posições e é o décimo
Num jogo dramático no Pacaembu, o Grêmio mostrou a sua velha garra e provou ser "imortal", como canta a sua torcida, ganhando seu primeiro duelo fora de casa neste Campeonato Brasileiro. Venceu o Corinthians por 1 a 0, mesmo jogando com um jogador a menos desde os 12 minutos do segundo tempo, e, com um golaço de Douglas, acabou com a sequência de vitórias alvinegras em casa. Até então, o Timão havia vencido todos os seus dez compromissos como mandante no torneio nacional. Aliás, a equipe corintiana, que perdeu um pênalti com Iarley no segundo tempo, não era derrotada no Pacaembu desde novembro do ano passado, quando foi batida pelo Náutico. Eram 23 jogos de invencibilidade.
Grêmio manda no primeiro tempo
O Grêmio uniu força com criatividade. Enquanto os volantes Adílson e Ferdinando anulavam Bruno César e Elias, os homens de armação do Corinthians, Douglas e Souza tinham espaço para dominar, pensar na melhor alternativa, lançar seus companheiros. Os dois meias gremistas contavam ainda com a ajuda de Gabriel, lateral que caía pelo meio, se revezando com Souza, confundindo a marcação alvinegra, que perdeu Ralf aos 13 minutos. Ele foi calçado por Douglas e torceu o tornozelo. Tentou voltar, não aguentou e foi chorando para o banco. Boquita entrou em seu lugar.
Com seus armadores anulados, o Corinthians dependia das raras subidas de Jucilei. Iarley e Jorge Henrique, isolados na frente, passarem a voltar para buscar o jogo. Então, o Timão embolou, perdeu senso tático e deu a bola para o Grêmio jogar com tranquilidade. Douglas comandava as ações no meio de campo. Aos 28 minutos, ele cobrou escanteio da esquerda. A bola foi rebatida e sobrou para Gabriel emendar de primeira, de pé esquerdo, que não é o seu forte. O tiro, que saiu forte, rasteiro, entraria no canto esquerdo, mas Julio Cesar se atirou e defendeu.
O Grêmio rondava a área corintiana com cada vez mais frequência. Aos 34, aconteceu o que parecia inevitável. Douglas recebeu pela esquerda, avançou, colocou a bola entre as pernas do zagueiro corintiano Paulo André e encheu a canhota, acertando o ângulo. Um golaço, que não foi comemorado pelo camisa 10. Campeão paulista e da Copa do Brasil no ano passado, pelo Timão, ele preferiu apenas abraçar os companheiros, sem festejar.
O Corinthians, acuado, só conseguia chegar em tiros de longe, sempre de Bruno César, que não acertou o alvo. O Grêmio estava mais perto de marcar o segundo do que levar o empate.
Pressão total do Timão
O segundo tempo mudou completamente. O técnico do Corinthians, Adílson Batista, fez uma alteração importante. Tirou o lateral-direito Moacir, que não estava funcionando, e colocou o meia Danilo. O Timão, assim, passava a ter uma presença maior no meio-campo. Bruno César ganhou companhia, a bola passou a ser corintiana. E o jogo também.
Agora, o Grêmio não avançava. Limitava-se a afastar a bola de sua área em desesperados chutões. Aos 12 minutos, Bruno César arrancou pela esquerda e foi deslocado por Vilson, num golpe de ombro, na área. Pênalti. O zagueiro gremista, que já tinha amarelo, levou o vermelho. O Corinthians estava com a faca e o queijo na mão. Um pênalti para bater, um jogador a mais em campo. Mas todo o corintiano sabe: as coisas para o Timão nunca são fáceis. Iarley executou a cobrança. Tentava acertar o canto direito. O chute saiu fraco. Victor adivinhou e espalmou. Desespero nas arquibancadas do Pacaembu. Em seguida, Elias recebeu de Bruno César e cruzou. Iarley estava na pequena área. Finalizou, mas Rafael Marques, em cima da linha, salvou.
A pressão corintiana era impressionante - foram 23 finalizações alvinegras contra seis do Tricolor -, e o técnico gremista Renato Gaúcho trancou o seu time. A ordem era afastar a bola da área. Chutão sem pudor. À medida que o tempo passava, os corintianos iam ficando cada vez mais nervosos. A bola parecia queimar. Os cruzamentos na área se intensificaram. Já não havia mais jogada trabalhada. Era pressão por todos os lados. Mas a pressa é inimiga da perfeição.
A noite corintiana só não foi pior graças ao Fluminense. O líder do Campeonato Brasileiro e próximo adversário perdeu para o Atlético-GO, por 2 a 1 em Goiânia, e se manteve três pontos à frente, mas com um jogo a mais. Na quarta-feira, Corinthians e Fluminense se enfrentarão no Rio de Janeiro. Já o Grêmio, com a vitória, escalou quatro posições na tabela e, com 26 pontos, é o décimo colocado - podendo ser ultrapassado no domingo com o complemento da rodada.
| Júlio Cesar; Moacir (Danilo), Paulo André. William (Defederico) e Leandro Castán; Ralf (Boquita), Jucilei, Elias e Bruno César; Jorge Henrique e Iarley. | Victor, Gabriel, Vilson, Rafael Marques e Fábio Santos; Ferdinando, Adílson, Souza e Douglas (Paulão); Jonas (Roberton) e Borges (Lúcio). |
| Técnico: Adílson Baptista | Técnico: Renato Gaúcho |
| Gol: Douglas, aos 34 minutos do primeiro tempo | |
| Renda e público: R$ 966.465,00 / 29.533 pagantes | |
| Cartões amarelos: Ferdinando, Rafael Marques, Victor, Vilson, Borges (Grêmio), Boquita (Corinthians). Cartão vermelho: Vilson (Grêmio) | |
| Estádio: Pacaembu, em São Paulo. Data: 11/09/2010. Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (AL). Assistentes: Pedro Jorge Santos de Araújo (AL) e Guilherme Dias Camilo (MG). | |
Fluminense
Fluminense vacila no fim, é castigado e perde de virada para o Atlético-GO
Tricolor sai na frente no primeiro tempo, permite o empate, pressiona na etapa final com um jogador a mais, mas é derrotado no Serra Dourada: 2 a 1
Foram dois dias de turbulência no Fluminense. De discussão pública entre o atacante Fred e o coordenador médico Michael Simoni, que pediu demissão. De clima tenso no vestiário das Laranjeiras entre o goleiro titular Fernando Henrique e o reserva Rafael. Não dá para dizer que a crise entrou em campo, já que o time não jogou mal, mas a vitória não veio. Neste sábado, o líder do Brasileirão foi derrotado pelo Atlético-GO, no Serra Dourada, de virada, por 2 a 1, na 21ª rodada. O resultado mantém os cariocas com 41 pontos, três a mais que o Corinthians, derrotado pelo Grêmio no Pacaembu.
O Dragão ganha fôlego e assume o 17º lugar, com 20 pontos. Continua ameaçado pelo rebaixamento, mas está a três do Flamengo, primeiro fora do Z-4.
As duas equipes voltam a jogar na próxima quarta-feira. O Fluminense enfrenta o Corinthians, no Engenhão, às 22h. Líder e vice-líder farão um jogo com cara de decisão. O Atlético-GO será visitante na 22ª rodada. Enfrenta o Santos, na Vila Belmiro, às 19h30m.
Confira a classificação do Campeonato Brasileiro
Trinca do Flu aparece, mas Dragão responde
no Serra Dourada (Foto: Photocamera)
No esquema 3-6-1 do Fluminense de Muricy Ramalho, não há espaço para dois volantes fixos. Sem Fernando Bob, suspenso, o técnico optou por escalar Julio Cesar na função, e Carlinhos assumiu a ala esquerda. A nova formação demorou a funcionar, assim como toda a equipe tricolor, assim como o Atlético-GO inteirinho. Foram 20 minutos monótonos. Supermarcação, aplicação tática e erros de passe de sobra.
Feliz é o torcedor do Fluminense, que pode ter Deco, Darío Conca e Washington. A trinca ofensiva do líder do Brasileirão vive dias muito felizes. Consegue se achar, ainda que os espaços no campo sejam mínimos. E fica tudo mais fácil se Deco gastar a bola como fez no primeiro tempo em Goiânia. Cabeça sempre erguida, passes de primeira e precisos. Foi assim que ele começou a construir o gol tricolor, aos 22. Pela direita, fez lançamento para Conca dentro da área. Com um único toque, o argentino bom de bola tirou o goleiro Márcio da jogada e deixou Washington de frente para o gol. O Coração Valente só completou. Nono dele na competição, artilheiro ao lado de Bruno César (Corinthians) e Elias (Atlético-GO). Décima quarta assistência de um impressionante Conca, líder disparado do quesito no Nacional. O gol fez o jogo começar. Deco para Conca, Conca para Washington, Washington nas mãos de Márcio. Tudo de primeira, e o goleirão tirou com a ponta dos dedos.
René Simões também escalou só um atacante. O estreante Josiel, ex-Flamengo, mexeu mais nos cabelos do que tocou na bola. Elias, não. Quando o Fluminense era melhor, o camisa 10 deu as caras e achou William na entrada da área. Sem tocar na bola, o meia fugiu do cerco frágil de Julio Cesar e Valencia e bateu cruzado para empatar, aos 29.
O vacilo defensivo fez o trio de ataque do Flu reaparecer. Numa cobrança de falta da entrada da área, Deco ajeitou para cobrar. Conca chegou e também namorou a bola. Mas foi Washington quem bateu. Ela viajou, sem escalas, mas errou o pouso e parou no travessão de Márcio. A segunda na trave foi de Gum, aos 38. Deco recebeu passe na entrada da área e deu um lindo toque de letra para o zagueiro. Coisa de cinema. O chute cruzado parou no poste. Em resposta imediata do Dragão, Fernando Henrique pegou.
Pressão tricolor termina em vitória rubro-negra
Josiel. A torcida do Flamengo lembra bem dele e não sente a menor falta dos tempos de gols perdidos, entre 2008 e 2009. Os torcedores do Paraná têm saudade. Em 2007, ele fez 20 e foi goleador do Brasileirão. Contra o Fluminense, lembrou a época em que esteve na Gávea. Robston invadiu a área pela direita e bateu cruzado. O camisa 99 até chegou na bola, de carrinho, mas a jogou por cima do gol vazio. Saiu pouco depois para a entrada de Diogo.
O rendimento do Fluminense caiu, apesar de o volume tricolor ser bem maior. Em mais uma chance de Washington, o zagueiro Daniel Marques se enrolou com o goleiro Márcio, a bola sobrou para o atacante, mas o camisa 1 conseguiu se recuperar. O Dragão preferiu os contra-ataques, e Muricy Ramalho decidiu mudar. Julio Cesar não rendeu bem no meio e deu lugar a Belletti. No primeiro lance do pentacampeão, um chute no cantinho que Márcio pegou.
O Atlético já estava atrás e teve de se encolher quando o zagueiro Gilson foi expulso após receber o segundo amarelo, aos 29 minutos. Muricy mudou o time outra vez. Tirou o zagueiro André Luis e colocou o meia Marquinho. Com mais força ofensiva, o Tricolor se lançou em busca da vitória, mas com um paredão para derrubar. O time tentou por cima, pelo meio, pelas pontas, com chutes de longe. Falhou na pontaria e esbarrou no goleiro Márcio.
O empate parecia persistente, mas não chegaria ao apito final. Aos 46, num contra-ataque mortal, Anaílson lançou Diogo na área, o atacante cruzou para trás e achou Juninho, livre de marcação. O chute venceu Fernando Henrique, que saíra do gol para fechar o ângulo. Nem o céu para o Flu, nem o inferno para o Dragão.
| Márcio, Dida, Daniel Marques, Gilson e Thiago Feltri; Agenor, Ramalho, Robston e William (Juninho); Elias (Anaílson) e Josiel (Diogo). | Fernando Henrique, Gum, André Luis (Marquinho), Leandro Euzébio; Mariano, Valencia, Julio Cesar (Belletti), Deco e Carlinhos; Washington. |
| Técnico: René Simões. | Técnico: Muricy Ramalho. |
| Gols: Washington, aos 22, e William, aos 29 do segundo tempo. Juninho, aos 46 do segundo tempo. | |
| Cartões amarelos: Gilson e Juninho (Atlético-GO). Cartão vermelho: Gilson (Atlético-GO) | |
| Estádio: Serra Dourada, em Goiânia. Data: 11/09/2010. Árbitro: Wallace Nascimento Valente/ES. Assistentes: José Ricardo Maciel Linhares/ES e Thiago Gomes Brigido/ES. | |
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Opções para reforços podem estar nos atletas que não fizeram sete jogos
Janela para transferências nacionais fica aberta até a 26ª rodada do Brasileiro
de 7 jogos no Brasileirão (Foto: Globoesporte.com)
A janela para trazer reforços do exterior está fechada, mas não significa que os clubes da Série A do Brasileirão precisam parar de contratar jogadores. Muitos atletas que estão disputando a competição ainda não completaram as sete partidas que os impediriam de mudar de equipe. Esse troca-troca ainda é possível até a 26ª rodada, que será disputada nos dias 28 e 29 de setembro. Como os jogos caem na terça e na quarta à noite, os times podem registrar suas aquisições junto à CBF no próprio dia antes de entrarem em campo.
O GLOBOESPORTE.COM fez uma pesquisa geral sobre os nomes mais importantes que ainda poderiam "virar a casaca" nesta segunda metade de 2010. Mas claro que nem todos sequer têm a intenção de trocar de time a essa altura do campeonato. Foram deixados fora da lista os atletas contratados recentemente.
GOLEIROS
(Foto: Bruno Cantini / Site Oficial do Atlético-MG)
Precisa-se de um camisa 1? Às vezes, basta olhar para o banco de reservas dos adversários para ver goleiros que já viveram dias de glória e que hoje amargam a suplência. É o caso, por exemplo, de Rafael, do Fluminense, que começou o Brasileirão como titular, já fez seis jogos e perdeu a posição para Fernando Henrique. Outro que iniciou a competição em alta foi Felipe, do Santos, mas agora aguarda uma brecha para retomar o seu espaço. Ele também já atuou em seis partidas.
Dois clubes têm pelo menos dois bons goleiros que já jogaram neste Brasileirão. No Internacional, tanto o experiente argentino Abbondanzieri quanto Lauro fizeram cinco partidas no campeonato. Mas a chegada de Renan fez com que ambos perdessem espaço. No Atlético-MG, Aranha e Marcelo atuaram quatro vezes cada um, porém o momento é de Fábio Costa, e eles ficam assistindo a tudo.
Um que ainda está disponível para trocar de ares é Michel Alves, do Ceará, mas, há três jogos, ele ganhou chance no time e dificilmente aceitaria sair do Vovô num bom momento. Outros goleiros conhecidos e respeitados aguardam uma oportunidade. É o caso de Renan, do Botafogo, Bosco, do São Paulo, Tiago, do Vasco, e Marcelo Grohe, do Grêmio. Deles, apenas o gremista conseguiu entrar em campo uma vez, pois os titulares Jefferson, Rogério Ceni, Fernando Prass e Victor não dão sopa para o azar.
LATERAIS
Muitos clubes suam para arrumar alguém que consiga desequilibrar pelos lados de campo. Alguns jogadores que podem dar mais qualidade às laterais e alas podem estar mais perto do que se imagina. Na direita, Moacir, por exemplo, chegou ao Corinthians com moral para disputar vaga com Alessandro e, justamente quando o titular estava machucado, ele se lesionou também. Agora, com o titular recuperado, a luta é para tentar um lugar no banco de reservas. Como só disputou dois jogos até agora, uma transferência poderia vir bem a calhar.
Ainda na direita, Joílson (3 jogos) está encostado no Grêmio. Ex-jogador de Botafogo e São Paulo, o lateral quase acertou sua transferência para o Atlético-PR, mas, depois de idas e vindas, o Furacão desistiu do negócio, e ele foi reintegrado ao Tricolor gaúcho e, neste momento, está se tratando no departamento médico. Outro que já teve dias melhores é Élder Granja (5 jogos). No Vasco, ele atualmente é o terceiro reserva da posição e dificilmente aparece no banco. Outras opções: Everton Silva, do Flamengo (1 jogo), Bruno Silva e Daniel, do Internacional (2 e 3 jogos), Márcio Gabriel, do Atlético-GO, (4 jogos), e Bruno Ribeiro, do Prudente, que se recuperou recentemente de lesão e passou a figurar entre os relacionados.
Do lado esquerdo, outro gremista aparece como opção. Uendel foi contratado quando Fábio Santos e Lúcio estavam lesionados. Ambos já voltaram, o segundo fez apenas duas partidas no Brasileirão e até poderia se transferir, mas o ex-atleta do Avaí só ganhou uma oportunidade na equipe e provavelmente receberia a ideia de sair do Olímpico com mais simpatia. Outro que também vem sendo esquecido é Jadílson, do Goiás (4 jogos). Dificilmente, o atleta fica no banco de reservas nos últimos tempos.
Léo, do Santos, até poderia deixar a Vila Belmiro, afinal tem apenas seis partidas disputadas, mas não deve ser o caso. Assim como os lesionados Ramon (4 jogos) e Ernani (5 jogos), do Vasco, que só deixariam o clube por uma proposta realmente irrecusável. Todos os três citados, porém, são contratações arriscadas, já que passam mais tempo no departamento médico do que no campo. Melhor seria apostar no garoto Gabriel Silva, do Palmeiras, que atuou seis vezes até o momento.
ZAGUEIROS
seu espaço no Santos em 2010 (Foto: Divulgação)
Se a sua defesa anda parecendo um queijo suíço, esta é a hora de ainda arrumar um zagueiro que imponha respeito aos adversários. Alguns candidatos a "xerifões" estão sofrendo para conseguir espaço em seus clubes. No Santos, a dupla de zaga titular é Edu Dracena e Durval, que não dão muito espaço. Com isso, nenhum dos suplentes completou sete partidas. Bruno Aguiar, o primeiro reserva, tem cinco jogos, Vinicius jogou uma vez, enquanto Bruno Rodrigo, que fez sucesso na Portuguesa, não teve uma única oportunidade no Campeonato Brasileiro.
E que tal um campeão brasileiro do ano passado? Álvaro acertou a zaga do Flamengo em 2009, conquistou a taça, teve problemas nesta temporada e acabou dispensado. No momento, ele se encontra sem clube. O garoto Welinton, revelado pelo Fla, já jogou seis vezes, portanto é outro que pode mudar de clube em caso de negociação. Ainda no Rio, Danny Morais (4 jogos) e Edson (2 jogos) têm poucas chances no Botafogo, o mesmo acontece com Cássio (2 jogos) no Fluminense. No Vasco, Titi voltou ao time titular, mas só fez seis partidas por ora. Fernando (6 jogos) e Cesinha (4 jogos) são outras possibilidades.
O paraguaio Cáceres desfalcou o Atlético-MG para defender sua seleção na Copa do Mundo e, por isso mesmo, entrou em campo apenas seis vezes e não conseguiu se firmar como titular. No Corinthians, Leandro Castan começou a ganhar chances e tem três partidas, mas ainda não é o suficiente para impedir uma transação. Já Renato, que quase foi para o Bahia, passou a ser relacionado para o banco, o que não acontecia há um bom tempo, tanto que ele ainda nem jogou no Brasileirão. Diego Sacoman, do Ceará (5 jogos), Valmir Lucas e Marcão, do Goiás (6 jogos cada), estiveram em baixa e viraram titulares recentemente. Outras opções para o setor são: Juan e Ronaldo Alves, do Inter (5 e 4 jogos), Leandro Amaro, do Palmeiras (1 jogo), Eli Sabiá, do Atlético-PR (2 jogos), e Gabriel, do Vitória (3 jogos).
VOLANTES
tem chance(Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Problemas na proteção à zaga e na saída de bola podem ser a necessidade de um volante de qualidade numa equipe. Alguns ainda podem deixar algum adversário para defender uma outra bandeira na própria Série A. Um deles é Túlio Souza, do Botafogo, que fez quatro partidas ao todo. Ele normalmente fica no banco, mas está longe de ser a primeira opção de Joel Santana em caso de necessidade. Quem vive situação parecida é Elicarlos, do Cruzeiro (6 jogos), que é figurinha carimbada na suplência celeste.
Ferdinando, do Grêmio (5 jogos), vive às voltas com lesões nesta temporada. Ele não está na lista de dispensa do clube, porém vem perdendo espaço devido a esse problema. Situações parecidas vivem Fransérgio no Atlético-PR e Uelliton no Vitória, ambos com quatro jogos disputados. Já Maldonado (4 jogos) renovou contrato com o Flamengo após muitas especulações, mas segue esquentando o banco. Ainda no Fla, Rômulo (6 jogos) e Léo Medeiros, que está encostado e nem jogou, também precisam de uma oportunidade. Bóvio, dispensado pelo Ceará, é outro que não deu o ar da graça nos gramados da Série A.
Outras opções de volantes que poderiam trocar de clube: Roberto Brum, do Santos (2 jogos), Edu, do Corinthians (1 jogo), Thiaguinho, do Fluminense (2 jogos), Derley, do Inter (6 jogos), Batista, do Avaí (2 jogos), Rithelly, do Goiás (3 jogos), Maycon, do Guarani (5 jogos), e Erandir, do Atlético-GO (6 jogos).
MEIAS
Armar o jogo e criar oportunidades não são tarefas para qualquer um. Se este é o problema do seu time, fique de olho nos nomes a seguir. Pedro Ken surgiu bem no Coritiba, está no Cruzeiro desde o início do ano, só faltam oportunidades para mostrar seu futebol. Ele jogou seis vezes e está no limite para não poder mais sair da Raposa em 2010. Outro meia celeste não chegou à sétima partida. Gilberto, porém, só atuou quatro vezes, por causa de um problema muscular. Carlos Alberto, do Vasco (5 jogos), e Ramon, do Vitória (6 jogos), também entram e saem de lesões, mas uma mudança de clube é praticamente impossível.
Por falar no Rubro-Negro baiano, outros meias seriam mais facilmente convencidos a mudar de lado. São os casos de Fernando (6 jogos), Lenílson (6 jogos) e Renan Oliveira (4 jogos). Lopes (3 jogos), outro atleta que estava no Nordeste, deixou o Ceará e ainda não acertou o seu futuro. A conduta do jogador foi muito questionada pela diretoria alvinegra. Indo mais para o centro do país, Keninha (6 jogos) começou bem no Atlético-GO, lesionou-se e não voltou mais, enquanto Weslley (2 jogos) vem sendo pouco aproveitado.
Carlinhos Paraíba, do São Paulo (4 jogos), teve que superar uma transação malsucedida com o Goiás. Ele acabou reprovado nos exames médicos e voltou para o Morumbi. Apesar de sempre figurar entre os reservas, dificilmente é escolhido para entrar nas partidas. Sérgio Mota não chegou a viver uma situação desagradável como a do companheiro, mas só jogou uma vez até agora. Para não ficar só no São Paulo, Sávio, do Avaí (5 jogos), também tem que aguentar a reserva quase sempre sem poder ajudar os companheiros dentro das quatro linhas.
Outras opções de meias, que poderiam ser negociados são: Equi González e Willians, do Fluminense (1 e 2 jogos), Alan Patrick, do Santos (4 jogos), Boquita, do Corinthians (3 jogos), Camacho, do Flamengo (6 jogos), Netinho, do Atlético-PR (5 jogos), e Fabiano Gadelha, do Prudente (4 jogos).
ATACANTES
no Brasileirão (Foto: André Costa / Agência Estado)
Se o problema é a falta de gols, candidatos a artilheiros desfilam a sua habilidade e oportunismo nos bancos de reservas dos grandes clubes do Brasil. Basta observar direitinho para ver quais deles ainda têm seis partidas ou menos e poderiam mais tranquilamente ir para um rival. Nos tempos de Emerson Leão, Felipe esteve prestes a deixar o Goiás, mas acabou ficando e virou titular. Com apenas quatro jogos, ainda é possível convencê-lo a seguir outro caminho.
Outros titulares ainda não fizeram as sete partidas por um clube, casos curiosamente de Ronaldo, do Corinthians (3 jogos), e Obina, do Atlético-MG (6 jogos), cujas equipes não têm a menor intenção de liberá-los. As lesões atrapalharam os atletas, assim como Lenny, do Palmeiras (não jogou), e Rafael Coelho, do Vasco (2 jogos). Não seria surpresa, no entanto, se esses dois últimos decidissem por uma transferência em caso de recuperação total.
Um que esteve para sair de seu clube foi Edu (3 jogos), pouco utilizado no Internacional e que foi cogitado pelo Flamengo como reforço. Seu companheiro de Colorado, Marquinhos, tem quatro partidas, mas passou a ser mais usado nas últimas rodadas e ganhou fôlego no Beira-Rio. Outros atacantes com seis jogos ou menos são: Leonardo e Cristian, do Avaí (3 e 5 jogos), Bergson, do Grêmio (4 jogos), Marcelo, do Atlético-PR (3 jogos), Willian, do Prudente (5 jogos), e Adaílton, do Vitória (2 jogos).
Palmeiras
Kleber defende Felipão, fala que time está acomodado e pede reação
Atacante revelou que treinador pegou pesado com os atletas no vestiário do Barradão e diz que, para jogar no Palmeiras, é preciso mostrar personalidade
Um dos principais jogadores do Palmeiras, o atacante Kleber não esconde a preocupação com a fase da equipe. Apesar do forte investimento feito pela diretoria, o time não engrena no Campeonato Brasileiro. Dos últimos 15 pontos disputados, apenas cinco foram conquistados. Na tabela, o Verdão ocupa a 12ª colocação, com 25 pontos, 16 a menos que o líder Fluminense. Após o empate com o Vitória por 1 a 1, na última quarta-feira, o técnico Luiz Felipe Scolari chegou a comparar as falhas da equipe a um time de várzea.
Na entrevista coletiva concedida nesta quinta, o camisa 30 revelou que Felipão pegou pesado com os atletas no vestiário do Barradão, em Salvador.
- É normal que ele fique bravo depois do gol que tomamos contra o Vitória. Espero que o que ele falou possa mexer com os jogadores e que possamos reagir nas próximas partidas. Nosso primeiro tempo foi horrível, absurdo, não tem como jogar tão mal. O time está acomodado, às vezes parece que é preguiça. Estamos esperando cair do céu, o que não vai acontecer. Falta falar, falta se dedicar, ser mais companheiro. O grupo tem uma amizade impressionante fora de campo. Mas, quando joga, parece que isso não existe. Temos de reagir logo. Depois que entrar na zona de perigo, para sair será complicado. É bom acordar o mais rápido possível – ressaltou o atacante palmeirense.
O atacante deixou claro que não existe mais espaço para desculpas e lamentações.
- Nosso time precisa crescer, não existe mais tempo para esperar. Estamos falando, falando, falando, e nada muda. Precisamos ter vergonha na cara e saber que aqui não é brincadeira. – disse o jogador.
Kleber foi um dos poucos jogadores elogiados pelo técnico Luiz Felipe Scolari após o empate contra o Vitória. O comandante palmeirense disse que a dedicação mostrada pelo camisa 30 deveria ser exemplo para os demais companheiros.
- Eu fico feliz por ser elogiado num momento difícil como esse. Mas não quero ser exemplo para ninguém. Só quero que os caras vejam o tamanho do Palmeiras. Jogar aqui é complicado. Em 2008, na minha primeira passagem, chegaram jogadores que tiveram dificuldades. É preciso saber da história do clube e mostrar personalidade. A torcida está com a gente, quer abraçar o time, mas o time não quer fazer a sua parte – lamentou.
